Personalidade

Esta página é dedicada às pessoas que deram, e as que continuam dando, sua contribuição à causa da paz, lutando ao longo de suas vidas para que ela acontecesse, e continue acontecendo. Pessoas que já concederam e as que continuam concedendo às vítimas das violências do mundo (injustiças, pobreza, preconceitos, desrespeito aos seus direitos, à sua dignidade de pessoa humana, etc.) a paz que alcançaram dentro de si.Pois só quem a conhece pode praticá-la. “A paz do mundo começa em mim.” Isto é, é preciso que eu esteja em paz para me doar à paz, que eu tenha vencido em mim todas formas de violência, para, já liberto, poder lutar pela libertação dos outros.



O que há em comum entre elas? Eu diria que a simplicidade, o humanismo, a solidariedade, mas, sobretudo, “a coragem de viver intensa e coerentemente valores verdadeiros, numa dimensão política que sempre se identifica com o ideal de paz”.

Madre Tereza de Calcutá

Baixinha, de corpo franzino, olhar meigo e indagador, Madre Tereza de Calcutá (1910-1997) comoveu o mundo, quando, ainda bem jovem, decidiu dedicar sua vida aos pobres da Índia. Nascida Agnes Gonxha Bojaxhi, Madre Tereza era natural de Skopje, na Macedônia. Em 1928 mudou-se para a Irlanda, onde ingressou no Instituto Bendita Virgem Maria. Ali, permaneceu pouco tempo, embarcando logo em seguida para a Índia, onde pediu permissão para trabalhar com os pobres de Calcutá. Estudou enfermagem, adotou a cidadania indiana, e as favelas de Calcutá como sua casa.

Logo seu trabalho começou a repercutir e, a seu pedido foi-lhe concedido um albergue para peregrinos, próximo ao Templo da deusa Kali. Ali, em 1948 fundou a Ordem das Missionárias da Caridade. Graças a ajuda do número cada vez maior de pessoas que simpatizavam com a sua causa, em pouco tempo Madre Tereza organizou dispensários e escolas ao ar livre.

Sua Ordem fundou centros para cegos, idosos, leprosos, pessoas com deficiência física, e doentes, sobretudo com tuberculose. Em 1950, a Ordem das Missionárias da Caridade recebeu sanção canônica do papa Pio XII. Sob sua inspiração, a Congregação construiu o leprosário Shanti Nagar, ou Cidade da Paz. E tal era o empenho de Madre Tereza nesta colônia, que para ajudar a financiá-la, ela rifou a limusine que lhe foi presenteada pelo Papa Paulo VI. O carro havia sido utilizado por ele durante visita a Índia.

Em reconhecimento ao seu trabalho, o Governo indiano concedeu-lhe, em 1963, a Medalha “Senhor do Lótus”. Em 1971, Paulo VI concedeu a Madre Tereza o primeiro Prêmio João XXIII da Paz. Em 1979 ela recebe o reconhecimento mundial por seu trabalho, ganhando naquele ano o Prêmio Nobel da Paz.